The Player Who Can’t Level Up está sendo produzido pela Tripearl Games e chegará a diversas plataformas em breve.
O jogo apresenta uma proposta interessante dentro do gênero de RPG de ação, apostando em uma progressão alternativa e em uma estrutura baseada em dungeons.
Após testar cerca a demo por cerca de uma hora, posso afirmar que o jogo mostra qualidades que podem agradar, mesmo ainda tendo espaço para evolução.
Jogabilidade
A jogabilidade segue uma linha acessível, com foco em combate baseado em combos e habilidades, lembrando títulos como Genshin Impact.
É fácil de aprender e, principalmente, funciona bem para sessões mais descompromissadas.
Durante as dungeons, o jogo introduz um sistema de buffs temporários ao derrotar áreas, criando uma sensação constante de progresso — uma ideia que remete a jogos como Hades e que contribui para manter o ritmo da ação.
Além disso, há momentos em que o protagonista pode utilizar uma forma especial com maior poder, adicionando variedade ao combate e deixando as batalhas mais dinâmicas.

No geral, é um jogo que permite ao jogador simplesmente entrar, enfrentar inimigos e avançar pelas dungeons de forma fluida — algo que, mesmo simples, se mostra divertido.
Enredo
A trama gira em torno de Kim Kigyu, um jogador de RPG On-line, que passa por um problema absurdo: ele está sempre preso no nível 1.
Enquanto todos os outros jogadores evoluem normalmente, ele não consegue subir de nível — até que encontra um portal especial que só ele pode acessar, revelando segredos importantes do mundo.

A narrativa apresenta influências claras de obras como Solo Leveling, com elementos como portais e progressão em instâncias.
Embora ainda não traga muitos elementos únicos na demo, funciona como uma base sólida para o desenvolvimento da história.
O protagonista não se destaca tanto neste primeiro momento, mas ainda há espaço para evolução ao longo do jogo completo.
Visual, Áudio e Performance
Visualmente, o jogo aposta em um estilo anime com cell shading simples, que, apesar de não ser altamente detalhado, é agradável e cumpre bem sua proposta estética.
A dublagem em inglês é um ponto positivo, contribuindo para a imersão, e a presença de textos totalmente em português do Brasil é um grande acerto, tornando a experiência mais acessível.
Em termos de desempenho, ainda há pontos a serem ajustados, já que o uso de hardware foi bastante elevado durante a demo — algo que pode ser refinado até o lançamento da versão final.
A introdução conta com um tutorial relativamente longo, o que pode deixar o início mais lento. Ainda assim, após essa etapa, o jogo encontra um ritmo mais fluido e agradável.

Pontos positivos
- Jogabilidade acessível e divertida
- Sistema de buffs em dungeons interessante
- Dublagem em inglês de qualidade
- Textos em português do Brasil
- Visual simples, mas agradável
Pontos negativos
- Falta de maior identidade própria até o momento
- Protagonista ainda pouco marcante
- Otimização pode melhorar
- Início com ritmo mais lento
Conclusão até agora
Mesmo sem trazer grandes inovações, The Player Who Can’t Level Up entrega uma experiência divertida e funcional.
É o tipo de jogo que permite ao jogador relaxar, entrar em dungeons, derrotar inimigos e aproveitar o combate sem muita complexidade.
A demo mostra um projeto com potencial, que pode se beneficiar de ajustes técnicos e maior desenvolvimento narrativo.
Ainda assim, já oferece uma base sólida para quem busca uma experiência leve e agradável dentro do gênero.
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