Após a recepção mista do filme/reboot Mortal Kombat de 2021, a Warner Bros. e a New Line Cinema trouxeram agora em 2026 uma sequência muito mais fiel à franquia de jogos com o mesmo nome.
“Mortal Kombat 2” corrige a rota e traz uma trama focada no torneio e nos personagens clássicos que os fãs adoram.
O novo protagonista do longa é Johnny Cage, interpretado por Karl Urban. E ele é carismático fio condutor que conduz toda a trama.
No filme anterior tivemos um personagem principal fraco, Cole, que não existia nos jogos e que tomou muito tempo de tela para explicar sua história, seus dramas. O torneio que decide o destino do Plano Terreno e da Exoterra (prefiro Outworld, nome muito mais legal) nem chega a acontecer. Enquanto os protagonistas estavam se reunindo e treinando para os futuros combates, o feiticeiro Shang Tsung da outra dimensão invade a terra com alguns lacaios, todos são derrotados e fica por isso mesmo.
Ao mesmo tempo, conhecemos a história de Hanzo Hasashi, o Scorpion. Ele e sua família são mortos num passado distante pelo ninja Sub-Zero e, ao ser mandado para o inferno, jura ressurgir para se vingar, se tornando um tipo de guerreiro fantasma. Scorpion retorna somente no final do filme para a batalha final, quando é trazido do inferno de volta para o Plano Terreno através de Cole, que por acaso, é seu descendente de sangue.
O resultado foi um filme estranho. Que funciona de forma desconjuntada. São poucas cenas na Exoterra (que tem uma aparência de baixo orçamento) e na maior parte do tempo os personagens estão no Plano Terreno ou na caverna/templo de Raiden, o Deus do Trovão.
Mortal Kombat 2 é uma sequência direta do filme anterior e ele segue fielmente tudo o que foi estabelecido. Até mesmo os elementos que não existem nos jogos como o Cole e as tatuagens que são um tipo de passe ou indicador de quais pessoas foram escolhidas pelos Deuses Antigos para defenderem a Terra no torneio Mortal Kombat.
No entanto, tudo o que era chato ou sem graça é resolvido rapidamente, dando muito espaço para a nova trama. Ela nem é tão complexa assim. Na verdade, temos no geral o torneio finalmente acontecendo. Com lutas acontecendo em vários lugares da Exoterra. E como é de se esperar, reviravoltas acontecem durante as lutas. Regras vão mudando conforme o roteiro, ou os vilões, precisam. Mas o torneio continua de pé até o fim.
Johnny Cage funciona como protagonista, sendo um ator decadente, que fez muito sucesso no passado, e vive de participações em eventos nerds. Sendo ele o humano mais comum entre os personagens principais, faz sentido sua rejeição ao ser convocado para o torneio. E sua forma debochada de ver as coisas traz ótimas piadas e fã services durante todo o filme.

Quem comanda o torneio agora é Shao Kahn, o líder supremo da Exoterra, o cara que manda em Shang Tsung e Quan Chi.
Outra personagem apresentada logo de início, é a princesa Kitana. E de cara ficamos sabendo que seu pai foi morto por Shao Kahn, e sua mãe, Sindel, sofreu lavagem cerebral. Assim, fica claro que Kitana está lutando no torneio do lado da Exoterra de maneira forçada. Ela vai se tornar uma aliadaa de Raiden e os lutadores da Terra?

O filme guarda boas surpresas e participações especiais. Mas o que chama atenção mesmo são as lutas. Elas capturam bem a essência dos jogos, sendo bastante violentas, com muito sangue espirrando por todos os lados e os Fatalities acontecem a todo momento, sendo muito criativos.
Os locais onde acontecem as lutas são bem variados e criativos, relembrando vários cenários clássicos dos jogos. Em todo caso, tem momentos em que é perceptível que tudo está sendo gravado em estúdio, seja com construções reais ou mesmo feitas em CGI. Aquelas imagens de vastidão e lugares enormes, ficam mais atreladas a tomadas rápidas que aparecem antes de alguma cena importante, para ambientar o espectador.

Acompanho os filmes de Mortal Kombat desde que o primeiro foi lançado em 1995. Embora não fosse perfeito, ele tinha grandes méritos e tornou-se cult entre os fãs. Porém, depois da decepção que foi sua continuação de 1997, achei que nunca mais veria algo competente e divertido dentro da franquia.
Ainda bem que Mortal Kombat 2 finalmente conseguiu superar as expectativas, trazendo de volta o que funciona e apagando os erros cometidos nos dois filmes passados.
Há espaço para um Mortal Kombat 3 futuro e eu torço que acertem a mão de novo. A receita foi criada e lapidada, o elenco é bom, basta não ficar inventando bobagem…
Só é uma pena que, novamente, a música Techno Syndrome (agora na versão 2026) só toca nos créditos.

ANÁLISE
Mortal Kombat 2
Filme de Mortal Kombat com Mortal Kombat
PRÓS
- Conserta os problemas do filme anterior
- Traz um protagonista carismático
- Violência na medida certa
- Mostra o torneio que dá nome ao filme acontecendo
CONTRAS
- Poucos cenários amplos da Exoterra
- Poderia durar um pouco mais
- Uma possível sequência vai demorar para vir...
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