88milhas
  • Home
  • Games
  • Filmes
  • Doramas
  • Podcast
  • Contato
    • E-mail
    • Media Kit
    • Equipe
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
88milhas
  • Home
  • Games
  • Filmes
  • Doramas
  • Podcast
  • Contato
    • E-mail
    • Media Kit
    • Equipe
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
88milhas
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
Home Série

[Série] Crítica – Himitsu Sentai Gorenger

Sérgio Sampa por Sérgio Sampa
05/04/2026
em Série
0 0
0
[Série] Crítica – Himitsu Sentai Gorenger
0
COMPARTILHAMENTOS
17
VIEWS
Compartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Conheço a franquia Super Sentai desde o final dos anos 80. Os primeiros que assisti foi através da extinta TV Manchete. Poderiam até me chamar de Manchetossauro, mas não chega a tanto. Não fiquei preso apenas aos Tokusatsu exibidos no Brasil, continuei procurando material sobre esse tipo de série e curto tanto produções antigas como as novas.

Mesmo assim, acompanhei muitas séries feitas dos anos 80 em diante e tive pouco contato com as anteriores.

Assim, no ano passado (2025), quando a franquia Super Sentai estava completando 50 anos, resolvi viver uma aventura “arqueológica”: assisti a primeira série desse estilo.

E estou falando de Himitsu Sentai Gorenger (isso mesmo, ranger com E), que teve a extensa duração de 84 episódios, ficando no ar durante os anos de 1975, 1976 e 1977. Criação de Shotaro Ishinomori, o pai de muitos mangás e heróis da TV japonesa.

Gorenger foi o grande sucesso que estabeleceu as bases de uma franquia duradoura. E essa franquia ainda serviu de base para o fenômeno mundial Power Rangers.

GORENGER

Quando comecei a assistir a série ainda não sabia que os Super Sentai entrariam em hiato após o final de No1. Sentai Gozyuger, a temporada atual e com temática comemorativa. Infelizmente, ela foi bem fraca, tanto em roteiro, como em fanservice e não serviu para representar o final (ou a pausa) de uma franquia tão importante de Tokusatsu.

Mas, enfim. Voltando para Gorenger, preciso falar sobre um detalhe que afasta muitas pessoas (e que comigo não aconteceu): os efeitos especiais datados. Sejam fãs ou não de Tokusatsu, muita gente ignora essas séries pelo motivo citado. Elas acham que não conseguem se divertir se os efeitos não foram realistas, atuais e críveis.

Quando assisti Gorenger isso não aconteceu simplesmente pelo fato de que não estava assistindo apenas para entretenimento. Encarei como uma pesquisa sobre o gênero. Já sabia que iria encontrar qualidades e defeitos de uma série de 1975 e não tinha expectativa de ver um nível de produção hollywoodiana.

No fim das contas, eu acabei gostando e entendi os motivos que fizeram essa série ser um enorme sucesso. Talvez, se esses elementos não tivessem se alinhado tão bem, como as estrelas da constelação Cassiopeia, não teríamos conhecido futuramente Changeman, Dekaranger, Akibaranger, Power Ranger No Espaço…

Ainda falando sobre esse “choque temporal” ao assistir uma série de 50 anos atrás, ele também acontece com relação ao ritmo dos episódios e a forma como o enredo é conduzido. Confesso que inicialmente eu estranhei bastante, mas aos poucos me acostumei e segui em frente.

Os trajes dos heróis também tem sua idade marcada em seu design. Para os dias atuais eles podem não chamar atenção, mas há um contexto histórico para terem sido criados daquela forma em 1975.

Os capacetes são enormes, os visores não são transparentes, possuindo furos para que fosse possível enxergar entre eles. O tecido da roupa é de pano, cheio de dobras e um pouco folgado. E existem muitos detalhes coloridos nas botas, cintos e luvas, algo que se tornou mais simplificado nas séries seguintes. Não posso deixar de citar as capas e golas que duraram por mais alguns Super Sentai e depois foram quase totalmente extintas.

Meu intuito aqui não é fazer um resumão do que acontece em Himitsu Sentai Gorenger. Mas acho justo dar uma sinopse.

Himitsu Sinopse

Com o surgimento das criminosa organização terrorista chamada Cruz Negra, as Nações Unidas criaram o exército mundial da Eagle.

Os cinco Gorenger são um tipo de time de elite dentro da Eagle, e agem quase como se fossem agentes secretos. Cada um desses rangers são os últimos sobreviventes de cinco pelotões que foram totalmente eliminados pela Cruz Negra. Assim, os heróis tem o objetivo não apenas de derrotar esses vilões para salvar a Terra, mas também vingar seus falecidos colegas.

Se tratando de uma briga entre exércitos, o clima da série é de guerra, do início ao fim. Temos muitas batalhas em campo aberto, bases militares de ambos os lados são destruídas constantemente e isso ajuda a mostrar que a Cruz Negra não está para brincadeira. Mesmo que aos menos um de seus generais sempre morra ao final de cada episódio.

Os cinco Gorengers são Tsuyoshi Kaijo (Akarenger), Akira Shinmei (Aorenger), Daita Oiwa (Kirenger), Peggy Matsuyama (Momorenger) e Kenji Asuka (Midorenger). Eles não têm personalidades muito complexas, porém, a função de cada um é bem definida e isso criou a base para o estereótipo que vimos em muitas outras séries seguintes.

O Akaranger é o líder estrategista que comanda as batalhas e sabe a hora certa de reagrupar quando as coisas não dão certo. Ele também acaba sendo o protagonista das missões mais difíceis e das situações mais perigosas. Sua arma principal é um chicote que possui muitas utilidades.

Aoranger é o segundo na liderança. Possui uma personalidade menos séria, tem visual bastante variado e uma mistura de gostos que deixam ele interessante. Curte um violão e um chapéu de caubói, luta com arco e flecha, e durante as missões é o responsável por pilotar a nave, controlando o combate aéreo.

Kirenger é o alívio cômico que faz artes marciais de contato, come karê como se não houvesse amanhã (ou como se fosse um protagonista de anime de luta) e costuma derrubar vários inimigos com força bruta. Ele está sempre se declarando ser igual ao monte Aso (onde adormece um vulcão). Esses é o ranger mais próximo das crianças e também quem mais gosta de fazer ou responder charadas em com contextos japoneses que são difíceis para traduzir para o público de outros países.

Momorenger é a representante feminina e a primeira ranger da cor rosa (de muitas) que tem um coração em seu design. Ela possui uma grande habilidade para disfarce, tendo como maior função atuar como espiã. Sua arma mais utilizada são os brincos explosivos, mas seu arsenal se expande muito com o passar dos episódios. Alguns de seus apetrechos até chegam a aparecer uma vez e depois nunca mais.

E o Midorenger é o novinho da equipe. Claramente muito mais jovem que os outros, vemos momentos em que ele demonstra não estar maduro (afinal ele é verde). Enquanto os outros lutaram para impedir a morte dos colegas durante o grande ataque da Cruz Negra, o Midorenger só não morreu porque no momento estava em outro lugar alimentando pombos… Mas, ele não é um ranger fraco. Com o passar dos episódios, fica mais confiante após aprender com os próprios erros. Durante os combates usa um bumerangue, que também funciona como uma espada. Talvez, ele seja o personagem mais apagado da equipe, e só começa a aparecer mais quando cria um tipo de dupla com a Momorenger, da metade da série para frente.

Visual e Inspirações

Embora Gorenger seja uma série de apenas uma temporada, é como se ela tivesse duas. Mais ou menos na metade dos episódios ocorrem grandes mudanças com relação a vários elementos. Parte dos inimigos importantes são derrotados, os Gorenger ganham novos equipamentos e mesmo a produção da série parece receber um upgrade. Há uma certa diferença entre o início e o final da série, tanto na questão estética como na narrativ

Os primeiros episódios passam uma sensação um pouco mais séria, baseada em séries de ação com elementos de espionagem e investigação. Fora dos trajes de combate, os protagonistas usam roupas da época, com tons escuros e poucas cores chamativas. Não que seja 100% assim, mas no geral, passam um ar comum.

São muitas calças com boca de sino, colete com gravata para os homens, e o shorts colado e curtíssimo da Momorenger. Isso até destoa dos veículos e de seus equipamentos que possuem cores mais fortes e um design quadradão que deriva dos animes de herói ou robô gigante da época.

Gorenger teve inspiração no anime Gatchaman (1972), no sentido de apresentar um grupo de heróis pertencente a um esquadrão militar que está lutando contra uma grande organização maligna. E essa influência dos mangás ou animes fica mais evidente na segunda metade da série, quando os heróis ganham novos veículos e eles são mais coloridos. Eles trocam os capacetes comuns de moto por outros que possuem mais detalhes e cores, incluindo até mesmo asinhas laterais.

A Dinâmica dos Episódios

As lutas contra os inimigos também sofrem uma mudança. Inicialmente, são mais direto ao ponto. Os Gorenger aprendem em tempo real uma forma de derrotar seu inimigo e vencem usando alguma estratégia. Porém, a partir de um certo ponto, começam a acrescentar toques de humor, principalmente relacionado ao Daita (Kirenger) e as formas engraçadas que ele passa a encarar os inimigos.

Outro elemento que muda bastante nessas lutas é seu dinamismo e sua montagem. Não podemos esquecer que Gorenger era uma série inicial e experimental. Então, muitas ideias foram sendo testadas e descartadas, semana após semana. Essas experimentações acabaram me lembrando muito a primeira temporada de Power Ranger (Mighty Morphin). São tantas semelhanças que pretendo futuramente fazer um comparativo e um paralelo com Gorenger (quem sabe).

Com base no acerto e erro das ideias usadas na série, vemos com o passar dos episódios um aperfeiçoamento em praticamente todos os pontos.

As lutas, sem dúvida, são mais lentas no início. As tomadas de câmera nem sempre são as melhores, o corte das cenas é devagar. Não há um bom dinamismo quando os Gorenger vão realizar uma ação, preparar um golpe ou mesmo se apresentar.

Como exemplo, é normal os heróis cercarem o vilão do episódio antes da batalha final. Quando isso acontece, cada um se apresenta falando seu nome enquanto fazem uma pose. Em seguida, todos saltam, ficam lado a lado e gritam o nome do esquadrão, fazendo mais uma pose (que varia conforme passam os episódios).

A propósito, eles não falam “Himitsu Sentai, Gorenger!” e sim “Go-nin Sorotte, Gorenger”, algo como “Os cinco juntos formam o Gorenger”.

Essa apresentação é muito comum em todo Super Sentai e elas sempre têm um ritmo perfeito. Há um tempo fixo e igual para todos os rangers se apresentarem individualmente antes da pose final. Mas nos primeiros episódios de Gorenger, cada herói tem um tempo diferente, resultando em algo desconjuntado e lento. Isso se resolve com o passar dos episódios, mas demora um pouco para engatar.

De qualquer forma, não precisa chegar na metade da série para mostrar que a equipe de produção está bem mais afiada nesse quesito. Os combates ficam bem mais dinâmicos, com cortes de câmera mais rápidos e com ângulos dramáticos. Chegam até a usar mais saltos perigosos, trampolins e explosões.

O Exército da Cruz Negra

Não tenho certeza, mas acho que a série não dá uma definição exata da origem desses vilões. Eles são um enorme exército maligno e terrorista que quer dominar o mundo. Embora seu foco seja o Japão, eles têm bases e equipes espalhadas em outros países. Não sei se eles são mutantes ou ciborgues, se tem algo de alienígena ou se são demônios.

Mais ou menos na metade da série eles até fazem aliança com seres do espaço, no entanto, no início parecem ser apenas monstros.

Eis que, perto da reta final da série, há um episódio onde descobrimos que um antigo oficial da Eagle foi morto e ressuscitado como monstro da Cruz Negra, indicando que esse exército realmente é composto de ciborgues. E esse era um tema muito recorrente nas séries da época. Como exemplo, os primeiros Kamen Rider ou JAKQ, o Super Sentai seguinte a Gorenger.

A Cruz Negra é comandada pelo Black Cross Führer, conhecido e temido por ser considerado invencível. Embora ele encontre os Gorenger cara a cara várias vezes, o confronto pra valer ocorre somente no último episódio.

A aparência desse grande líder maligno vai se modificando e evoluindo juntamente com a evolução visual da série. Inicialmente, ele tem apenas um gorro branco que cobre toda a cabeça e um manto para o corpo todo. Nesse período, a Cruz Negra parece mais uma seita (daquelas muito erradas), tendo como base principal uma caverna escura e com direito a muito gelo seco por todos os lados.

Futuramente, eles passam a utilizar bases mais tecnológicas, cheias de computadores, telas de tubo, mapas… E o Füher adota seu visual mais conhecido, com um manto branco (às vezes magenta) e uma enorme estrela preta de quatro pontas que sai das laterais de seu rosto.

Há uma forma intermediária que mostra parte do antigo capuz aberto, seu rosto ainda não é visível, porém, mostra grandes olhos iluminados por trás dos panos (nesse momento já era notável que a produção da série pretendia dar um visual melhor ao vilão com cabeça de coador).

Aquela estrutura dos Impérios do Mal dos Super Sentai das décadas seguintes ainda não estava estabelecida. Onde há um grande líder cercado de generais, e esses generais alternam a cada episódio, sempre trazendo um novo plano e um novo monstro que sempre acaba derrotado. No início de Gorenger, o Füher tem ao seu lado os cinco generais responsáveis por destruir as bases onde os heróis treinavam.

E esses generais são vencidos, um a um. Até que surge um novo, trazendo com ele um subordinado. Este subordinado acaba sendo derrotado e seu superior ganha outra chance para criar um plano no próximo episódio. Após algumas derrotas, esse novo general acaba sendo eliminado (seja pelos Gorenger ou por traição de algum aliado), e surge um novo para ficar em seu lugar. Foi a;i que criou-se a dinâmica do monstro da semana dentro dos Super Sentai.

A derrota desses generais representa a conclusão de pequenos arcos dentro da história da série. Lembrando que Gorenger tem 84 episódios, então, esses momentos ajudam a dar uma renovada na trama. Mas não pense que nesses combates a vitória dos heróis é sempre plena. Às vezes, sacrifícios acontecem, incluindo a perda de aliados ou parte do arsenal.

Sobre o visual dos demais vilões, trata-se de um elemento que varia muito. Mesmo entre generais e subordinados, é algo inconsistente.

Antes de ver a série, eu acreditava que todos tinham sempre o mesmo corpo (com cinto, luvas e botas), mudando somente a cabeça e sua arma. Isso até mesmo foi referenciado nos monstros do Sentai Kiramager, muitos anos depois. E é algo que faria sentido em Gorenger, pois pela época e pelo orçamento, seria normal que acontecesse.

No entanto, como eu disse antes, esse quesito é inconsistente pois alguns inimigos tem roupas mais elaboradas. Acaba variando de episódio para episódio. Mas a identificação desses vilões é sempre “Máscara Alguma Coisa” (ou “Alguma Coisa Kamen”). No começo da série você até pode levar a sério alguns deles, porém, da metade pra frente descamba total para as coisas mais bizarras.

E no meio de tanto “monstro”, eles acabam sendo referenciados em vários outros Sentai. Como o Máscara de Espelho, que tem um similar em Dekaranger. O Máscara de Pneu, com um parecido em Gaoranger. Ou o próprio Máscara de Bola de Basebol que ressurge em várias temporadas comemorativas.

Entre os mais bizarros tem o Máscara de Telefone, o Máscara de Io-iô, o Máscara de Concha, o Máscara de Abridor de Lata… E o vencedor é o Máscara de Bota de Vaca, em que a cabeça do monstro é uma bota enorme com boca, olhos e chifres de vaca.

Mas não se preocupe, tem alguns legais também. Como o Máscara de Kendô, que é um inimigo honrado e quer derrotar o Akarenger numa luta justa, um contra um, sem auxílio e sem trapaças. Ou o Máscara de Relógio que consegue manipular o tempo e seu design faz referência ao famoso quadro dos relógios derretidos de Salvador Dali. Com o detalhe que sua arma e antenas na cabeça parecem pincéis.

Arsenal dos Gorenger

Eu tinha a impressão que nas séries mais antigas não havia muita criação de novas armas com o avanço dos episódios. Principalmente em Sentai ou Metal Hero, o arsenal parecia mudar muito pouco. Diferente das séries atuais onde chovem armas e acessórios em quase todo episódio, às vezes sem nem mesmo o herói precisar, apenas para colocar novos brinquedos à venda nas lojas.

E Gorenger me mostrou que eu estava enganado. Os Sentai dos anos 80 eram um pouco mais engessados nesse aspecto. Porém, Akaranger e sua turma tem vários upgrades no decorrer da série. Mesmo que alguns não mudem de formato inicialmente, eles ganham novas funções, como o chicote Red Bute, que vira New Red Bute e pode ser usado como lança, com garra para puxar um inimigo, ou até mesmo dispara descargas elétricas.

Um que muda muito o visual é o arco Blue Cherry do Aorenger (que somente no primeiro episódio é chamado de “Archery”) se tornando o Ultra Blue Cherry, com várias opções de munição. A Momoranger ganha corações de cartolina que explodem (oi, Pink Flash, tudo bem?). E o Midorenger tem seu Midomerang, que vira New Midomerang e depois Super Midomerang (com a capacidade de se multiplicar quando arremessado).

Além da mudança nas armas (funcional e estética), os trajes também são melhorados e eles passam a ser mais tecnológicos, mas mantendo o mesmo visual. É até meio anti climático durante o episódio ver que os heróis vão ficar mais fortes e sua aparência ficar inalterada. Fica a sensação de que nada mudou e foi apenas um elemento novo para o andamento do enredo.

Eu até mesmo fiquei reparando se nessa atualização os trajes passaram a ter um material diferente, um novo tipo de pintura ou qualquer coisa que tornasse visível o fato de ter acontecido um upgrade. Mas infelizmente, não encontrei nada novo. Só o que notei é que nos episódios mais antigos a imagem era um pouco mais borrada e escura. Não sei se mudaram a forma de filmagem, mas esse elemento melhorou bastante com o passar do tempo.

Sobre o golpe finalizador, não há nada sobre bazucas aqui. Gorenger é conhecido por “jogar bola” antes de matar o monstro da semana. São basicamente dois ataques, o Gorenger Storm e o Gorenger Hurricane. Quem não conhece pode achar que isso é pouco, mas, para variar, existe uma grande evolução desse quesito no decorrer da série.

Os dois ataques finais são iniciados pela Momorenger, ela passa a bola explosiva para o outro ranger, que manda para o próximo, até que chega no Akaranger e ele finaliza chutando em direção ao inimigo.

No início da série tudo é muito simples e ocorre como planejado até que um inimigo consegue resistir ao Gorenger Storm. Assim, a Momorenger, que é especialista em armar e desarmar bombas, realiza um upgrade na “Ranger Ball“.

A partir daí, várias outras modificações vão sendo feitas, quando são necessárias. O visual inicial é de uma bola de vôlei prateada durante toda a execução do ataque. Depois, ela passa a mudar de cor conforme o ranger que a chuta e termina ficando vermelha e cheia de espinhos após o Akaranger mandá-la na direção do inimigo.

Até mais ou menos metade da série, as mudanças na Ranger Ball tinham alguma ligação tecnológica e tudo precisava ser previamente criado na base secreta. Mas, a partir do upgrade New Power Operation, ela passa a poder mudar de forma quando usada, sem nenhuma explicação aparente de como ela faz isso.

Ao anunciar o ataque final, o Akaranger também diz qual é o novo efeito da vez (exclusivo para aquele episódio) e a bola se transforma antes de acertar o inimigo.

Lembra muito os ataques da “bazuca de imaginação” do Sentai ToQger. E preciso confessar que achei isso muito esquisito, embora eu ficasse curioso para saber o que viria no ataque de cada episódio.

Essa transformação da Ranger Ball sempre é ligada ao tema do monstro. Por exemplo, se o inimigo é o Máscara de Barata, a bola se transforma num inseticida. Se for o Monstro Locomotiva, a bola vira carvão que entope a saída de fumaça e monstro explode. Contra o Máscara de Orelha, a bola vira um tampão de ruídos. Etc…

Quando a série inicia sua segunda metade, entre as várias melhorias que os heróis recebem, está a End Ball, que tem um formato oval e detalhes de foguete. A partir daí, os Gorenger passam a jogar futebol americano no novo golpe final, o Gorenger Hurricane.

Ranger Ball e End Ball

Essa bola continua se transformando em coisas bizarras e opostas ao tema do monstro. A nova forma de interagir com ela não dura muito tempo e acaba sendo modificada aos poucos. O interessante, é que nos episódios finais, os Gorenger mesclam um pouco de todos os tipos de interação com a bola. Um arremessa, um cabeceia, outro apoia ela no chão e o Akarenger finaliza com uma cambalhota invertida e um chute com os dois pés.

Isso acontece mais ou menos na mesma época que os rangers ganham sua pose final (e oficial) de apresentação. Mais ou menos nos 10 últimos episódios (sim, demora tudo isso).

Naves e Veículos

Qualquer fã de Super Sentai sabe que as duas primeiras equipes não possuem robôs gigantes. Mas isso não significa que Gorenger não tenha veículos especiais e enormes.

A falta de robôs tornam a série mais chata? Na verdade, não. O fato de não ter a luta obrigatória entre gigantes no final de todo episódio faz sobrar mais tempo para desenvolver melhor as tramas. Ou também, para estender a luta final contra o monstro em tamanho normal.

Gorenger inicia sua série tendo Variblune (Bariburun), uma nave branca com pontas vermelhas pintadas como se fosse fogo. Ela tem várias hélices, geralmente é pilotada pelo Aorenger, possui três cockpits pequenos individuais e usada de várias maneiras durante os episódios. Servindo em resgates, confrontos aéreos contra naves inimigas, reconhecimento de terreno, transportando as motos dos heróis, entre outras coisas.

A Cruz Negra enxerga a Variblune como uma grande ameaça, chegando a criar sua própria frota aérea. Tem episódios onde os inimigos até mesmo tentam roubar a nave dos Gorenger (e às vezes conseguem). É chocante o momento em que a Variblume é destruída ao ser usada para vencer um dos grandes generais. A nave acompanhava os heróis há tanto tempo que parecia impossível sua destruição.

Mas a perda da nave já é remediada no episódio seguinte, quando a Varidreen (Baridorin) entra em ação. Trata-se de uma versão ainda mais tecnológica, cheia de cores e com formato que lembra um pássaro por conta do bico frontal e as asas.

Variblune e Varidreen (não encontrei boas imagens delas na série, então, vai o brinquedo mesmo)

Essa troca acontece mais ou menos no meio da série e obviamente acontece para colocar um brinquedo novo na lojas. É um padrão para todos os veículos dos Gorenger. Geralmente eles precisam ser destruídos para surgirem novos. Assim, os novos brinquedos, digo, os novos veículos, aparecem várias vezes nos episódios seguintes como parte central da trama. Tudo para instigar ainda mais a vontade nas crianças de ter um em casa.

Com a chegada da Varidreen, os Gorenger ganham também o Vari Tank. Ele parece uma Kombi de 6 rodas, revestida por um caixotão branco e com muitos detalhes coloridos. Ele possui garras que servem tanto para levantar objetos pesados, como para perfurar a terra e entrar em bases subterrâneas inimigas. Em Megaranger temos um tanque muito parecido.

Por último, surge o veículo mais esquisito da equipe. O Variccune (Barikikyun), um balão de ar quente que não parece ter grande utilidade, embora apareça em muitos episódios com um protagonismo meio forçado. Ele possui dois tipos de garras que funcionam como as do Vari Tank e, se não me engano, podem ser disparadas em naves inimigas.

Vari Tank e Variccune

E Sentai antigo não é Sentai se não tiver motos. Nesse, caso, Gorenger tem inicialmente as Machines Vermelha, Azul e Verde. Com essas duas últimas tendo um side car para que os cinco Gorenger possam viajar juntos. Mais tarde elas são, veja só, destruídas e surgem as motos Star, com a mesma configuração, mas com novo visual e novos recursos.

Gorenger Machines

O design dessas motos são bem esquisitos, usando um formato totalmente quadrado e quase sem aerodinâmica (sendo o completo oposto das naves gigantes). É muito provável que esse desenho reto e simples tenha sido pensado para facilitar a a criação dos brinquedos na época. Ou será que não?

O motivo das primeiras motos serem destruídas é porque elas são equipadas com bombas e usadas para destruir bases inimigas, no final dos arcos.

Gorenger Stars

Se tem uma coisa que os Gorenger adoram fazer é armar bombas e sair correndo antes que a base explora. Isso se repete duas ou três vezes na série e tenho quase certeza que as cenas de invasão são recicladas. Principalmente quando os Gorenger atacam e atropelam os soldados da Cruz Negra.

Zolders

E falando neles, os soldados bucha de canhão são os Zolders. Aparentemente, eles são pessoas comuns recrutadas para o exército do mal. Por conta disso, é muito mais comum ver os Gorenger os enfrentando sem ataques letais ou perfurantes. Ainda que os Zolders não escapem de levar algumas explosões ou acabem morrendo por algum motivo aleatório.

Quem pensa que soldadinho ganhar upgrade é coisa de Sentai mais recente, está enganado. Os Zolders têm algumas variações, como o Time Ninja, ou os soldados de elite, que protegem o Führer. Mas, não se preocupe, eles são realmente mais fortes e não tem um símbolo Z no peito como ponto fraco.

Arcos de História, o Comandante e a 007

Além dos pequenos arcos que representam as investidas de generais da Cruz Negra, há também alguns poucos episódios sequenciais que contam uma mesma história.

Embora Gorenger não seja anime, há uma sequência de episódios na praia (durante a segunda temporada). Quando os heróis ficam hospedados num hotel próximo ao mar. E mesmo quando eles terminam suas missões por lá, no capítulo seguinte, em Tóquio, eles retornam mais uma vez à praia para um último assunto não resolvido.

Depois desse pequeno arco na praia, o Comandante Edogawa simplesmente desaparece da trama por cerca de 10 episódios. Quem o substitui é a agente da Eagle chamada Yoko Kato com o codinome de 007.

No início da série, os Gorenger tem a ajuda de três agentes, a já citada 007 e suas parceiras 008 e 009. No entanto, essas duas últimas somem por completo após alguns episódios. Enquanto isso, a 007 permanece recorrente em alguns episódios. Chegando até mesmo a ter um dedicado a ela e seu irmão mais novo, que é raptado pela Cruz Negra, sendo salvo em seguida.

E eu preciso fazer essa menção honrosa à 007, que ganha uma grande importância durante os episódios em que o Comandante sai de cena. Ela é quem fica passando informações diretamente da base para os Gorenger, sendo até mais útil que o Comandante, pois ela também aparece muito nas missões em campo.

De início, colocam a 007 como protegida da Momorenger e incapaz de lutar. Com o tempo, ela vai aparecendo cada vez mais, pilota a Varidreen e principalmente o Varitank. A 007 chega até mesmo a dar suporte nas lutas dentro do tanque, invade bases e derruba alguns soldados Zolders no braço! Ela é quase uma “Renger honorária”, com direito a aparecer no fim de alguns episódios posando ao lado dos heróis na cena final e em que eles admiram o por do sol, após mais uma suada vitória.

Em dois episódios a 007 se disfarça de Momorenger para enganar os vilões

E claro, ela é mais bonita que a Momorenger. Não entendo porque ficou com um papel secundário. Em tokusatsu sempre colocam as atrizes mais bonitas na linha de frente…

Infelizmente, com o retorno do Comandante Edogawa, a 007 desaparece completamente, não aparecendo nem no episódio final. Infelizmente, nem mesmo citam o motivo dela sumir. E acho que esse tipo de detalhe não era tão importante assim nos anos 1970.

Kirenger I e II

Apesar disso, tem um personagem que sai da trama, entra outro em seu lugar e o próprio Comandante explica o motivo. Trata-se do Oiwa Daita, o Kirenger.

No começo de um certo episódio, surge do nada um cara novo dentro da base dos Gorenger. E antes que os heróis pudessem fazer algo contra o intruso, eles são informados que aquele é Kumano Daigoro, escolhido para ser o segundo Kirenger. Daita precisou se ausentar pois começou a treinar uma equipe numa base distante.

Essa é a desculpa inventada na série. Porém, na vida real, o ator que fazia o Daita tinha outros compromissos como ator para realizar e sua agenda não batia com as filmagens da série. Lembrando que Gorenger esteve no ar durante três anos. É possível que inicialmente ela teria menos episódios, mas o sucesso fez com que fosse esticada. E por conta disso, seria plausível o conflito de trabalhos para alguns atores.

Enquanto o Daita era um personagem bastante único e um bobalhão engraçado, o Daigoro é muito sem graça. Há uma tentativa de criar uma personalidade para ele. Ele usa ataques baseados em sumô. Mas não adiantou, seus gritos são sem emoção, mesmo durante a sua apresentação antes da luta. O ator parece estar sempre com sono também.

Num primeiro momento, detestei a troca dos Kirenger. Até que num determinado episódio ele simplesmente MORRE em combate. E, como essa série faz trocas muito rápidas, do nada o Daita reaparece, voltando a lutar como o Gorenger amarelo. Com isso, eu pensei “Ok, o Daigoro cumpriu seu papel, teve um velório rápido. Mas é bom ter o Kirenger original de volta”. A partir daí, o Daita fica presente até o último episódio.

Alguém dá um energético para o Daigoro, por favor!

Arsenal da Cruz Negra

No início da série, é comum ver a Cruz Negra destruindo bases da Eagle ao redor do Japão. Isso é feito para nos mostrar como esse exército maligno continua avançando, mesmo que eles sofram baixas em todos os episódios. De qualquer forma, nos arcos seguintes, eles desenvolvem alguns veículos para tentar virar o jogo.

O primeiro é o zepelim de combate Atlantis, sendo substituído muito tempo depois pela nave Battler. Mas, o mais interessante é a fortaleza móvel Navarone. Ela possui algumas torres e plataformas que as ligam, com vários canhões na parte superior. Parece uma plataforma de extração de petróleo usada em oceanos, porém, fica apenas em terra firme.

Mesmo com esse formato incomum, a Navarone consegue mudar de posição, se deslocando ao perfurar o chão. Ela também carrega as pequenas naves Condoler, que parecem um misto de asa delta com bicicleta. Elas atacam em grupos de quatro e dão um certo trabalho aos Gorenger quando são apresentadas. Um tempo depois, viram alvo fácil dos ataques da Varidreen.

Com todas essas naves, a maior de todas é o castelo da Cruz Negra. No último episódio descobrimos que ela é o próprio Führer em sua forma final. E ele é destruído da forma mais inesperada: os Gorenger invadem o local, armam bombas e atiram suas motos e a Varidreen para causar a maior explosão possível.

O Final da Série

Falando no final da série, ele é curto, direto ao ponto e tudo é explicado no último episódio. Não há aquela construção de arco final tão comum em outros Super Sentai. Se você assistir o penúltimo episódio, não vai sentir que está na reta final da série, ele é apenas mais um.

O último episódio tem até um pouco de misticismo que antes não era explorado anteriormente. O Führer consulta o horóscopo (é sério, não ria), fica sabendo que aquele vai ser um dia de azar e que ele deveria apenas repousar . Mas, contrariando o conselho, e vendo que toda sua tropa foi destruída pelos Gorenger, o grande líder decide acabar com seus inimigos com as próprias mãos.

Sendo ele um ser invencível, seu único ponto fraco é a formação em W da constelação Cassiopeia, formada por cinco estrelas.

Na primeira luta, os Gorenger são derrotados pelo Führer. O Akarenger até mesmo quase morre.

Porém, através da solução de uma charada, o Daita descobre o ponto fraco do maior vilão da Cruz Negra. O início do nome dos Gorenger “KAijo, SHInmei, Oiwa, PEggy e Asuka” formam o nome Cassiopeia (KASHIOPEA). Então, na luta final, eles fazem um Gorenger Hurricane com 5 End Balls e chutam na formação da constelação, explodindo o inimigo pela primeira vez.

É depois disso que os restos do grande vilão se fundem ao castelo da Cruz Negra só para ser destruído de novo.

Repare que, ele não exatamente cresceu. Mas nessa ocasião fez falta um robô gigante para os heróis. Cadê o Vari Robot, sr. Ishinomori?

Enfim, mesmo com um final meio rápido, a série finaliza bem. E termina no momento certo, quando a série está no auge. A Toei não esperou a audiência cair para encerrar. Na verdade, os trabalhos para uma nova série já haviam começado e em seguida tivemos JAKQ Dengekitai.

Infelizmente, ela não emplacou, tendo apenas 35 episódios (sendo o Super Sentai mais curto da história). Ela parece até demais com Gorenger em alguns aspectos. Porém, é como se ela fosse um rascunho ruim descartado que acabou sendo reaproveitado. Vários elementos dela são apenas versões pioradas do que Gorenger mostrou.

O Sucesso de Gorenger

Ainda bem que com Gorenger a história foi diferente. Trata-se do Super Sentai com a maior audiência de toda franquia. Não existe nada com um impacto parecido.

É visível o quanto a série foi ganhando importância com o passar dos episódios. Como eu comentei antes, o orçamento foi entrando e com isso, melhoraram tudo que foi possível. Novos veículos, armas, acessórios, vilões mais detalhados, novas trilhas sonoras. E tanto a base dos heróis como a dos vilões são reformadas.

Tem um local em especial que muda completamente: o restaurante de Karê. É justamente onde o o Comandante Edogawa trabalha disfarçado como o Chef Gon. Esse restaurante também dá acesso à base secreta dos Gorenger. Um lugar que a Cruz Negra passa a série toda tentando descobrir a localização…

Como tudo dos Gorenger costuma ser destruído, o mesmo acontece com o restaurante. Mas, ele acaba sendo reerguido como uma loja de sucos, muito mais bonita e detalhada. Esse restaurante é referenciado em vários outros Sentai, como Gokaiger e o não-oficial Akibaranger. E ele também aparece em animes de paródia que tiram sarro de séries de tokusatsu.

Alguns episódios mais marcantes de Gorenger foram exibidos nos cinemas do Japão e também houve um filme com história exclusiva, mesmo que não seja um longa metragem. Esse filme tem a duração de um episódio, porém, ao menos está em widescreen e tem uma qualidade de imagem absurda. Aproveite para apreciar a beleza da 007 quando assistir, ela está presente até a metade do episódio e depois….. some do nada. Para variar um pouco.

O único ponto ruim do filme é que foi gravado enquanto o Kirenger original estava fora do elenco…

E Os Efeitos?

Falei tanto dessa série de tokusatsu, mas não comentei sobre o elemento que a caracteriza como tal: os efeitos especiais.

Há 50 anos atrás, as coisas eram bem diferentes. Efeitos eram caros, principalmente os especiais. Então, o que temos em Gorenger é aquilo que era comum em sua época: muitos efeitos práticos, explosões reais, truques de câmera. Mesmo a transformação dos Gorenger é um simples corte de cena, quando eles giram ou dão um salto.

Abrindo um parênteses sobre isso, talvez fosse um costume na época que os heróis sempre precisassem de velocidade para transformar. Isso acontecia com os primeiros Kamen Rider, que usavam a velocidade da moto para ativar a ventoinha do cinto para realizar o Henshin. E os Gorenger também não podem se transformar estando parados. Eles giram em torno deles mesmos ou então dão saltos super altos. enquanto gritam GO!.

Mas voltando a falar dos efeitos especiais, eles são muito raros. Nem dá nem para dizer que são digitais. Alguns são animações feitas a mão e adicionadas quadro a quadro. Tem episódios que têm alguns míseros segundos de efeito, enquanto outros nem efeito tem. O mais recorrente é quando mostra o monstro, logo após ser derrotado, queimando em chamas, como se tivesse ido para o inferno.

A falta desse tipo de efeito não compromete a série, é apenas um mero detalhe. Quem está acostumado com séries atuais precisa primeiramente ignorar a qualidade da imagem, o estilo das roupas, a o ritmo dos episódios… Tem muito mais coisa a ser superada antes.

Já com relação aos efeitos práticos, temos um verdadeiro show pirotécnico. O que não faltam são maquetes de todos os tipos explodindo (com gosto). São bases, naves, prédios, pontes. Onde não havia como caprichar de um lado, eles capricharam de outro.

Conclusão

Himitsu Sentai Gorenger eu comecei a acompanhar pelo mangá publicado oficialmente no Brasil e depois assisti à série. Ela é longa e tem um andamento muito parecido com outros tokusatsu da época ou outras obras de sucesso, como o anime Mazinger. Os episódios são fechados em si mesmos, então mesmo que você perca um ou outro, não vai ficar perdido no enredo geral. De vez em quando, surge um novo vilão poderoso ou então um novo equipamento, para manter as coisas interessantes.

Isso significa que há uma grande quantidade de episódios “descartáveis”. Isso pode ser um ponto positivo para quem tem preguiça de assistir séries antigas do começo ao fim. Eu não procurei, mas com certeza deve haver por aí algum guia para evitar os “episódios filler” de Gorenger.

O que segura a qualidade da série é o carisma e a interação entre os heróis. A mudança de tom não chega a ser um problema, mesmo que passemos de um clima de guerra e espionagem para algo mais lúdico e colorido. Como isso acontece a conta gotas, muita gente pode nem reparar.

Não estou dizendo que no início tudo era extremamente sério, adulto e sombrio. Mas parecia uma tentativa de mesclar um estilo de série estrangeira com os tokusatsu daquela época. Então, mesmo que pequena, ainda existe essa mudança de tom. E o motivo a gente já sabe: aproveitar que a audiência era alta e tentar atrair ainda mais crianças, para vender mais e mais brinquedos. E não estou dizendo que isso seja algo ruim, todos nós sabemos que esse é o objetivo das séries de Tokusatsu.

Enfim, agora eu entendo muito melhor as referências a Gorenger que são feitas em outros Super Sentai ou outras mídias. Como a Variblune que é igual à roupa do Heat do jogo Bust a Groove/Move. Ou os brincos explosivos da Momorenger que serviram de inspiração para os brincos da Leona dos jogos The King of Fighters.

Fico pensando agora qual Super Sentai eu devo assistir. Provavelmente, vou terminar o JAKQ ou o Zenkaiger. Mas vou sentir falta de ouvir o Aorenger gritando “Baridorin Otocontororaaa!”(Varidreen Auto-Controller).

Tags: anime friendssuper sentaiTokusatsu
Post Anterior

Kickoff da South America League de Rainbow Six começou com dez times brasileiros

Sérgio Sampa

Sérgio Sampa

Formou-se em design gráfico, apesar de se expressar melhor através de textos. Adora cultura oriental desde a época da TV Manchete e é fã do Mega Man e do Sonic, de anime e mangá, tokusatsu, dorama, kpop e comida chinesa. Foi "Seguista" durante a guerra dos 16-bit, mas hoje joga qualquer console.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Maior acesso
  • Mais comentados
  • Mais Recentes
[Game] Análise – The King of Fighters XV

[Game] Análise – The King of Fighters XV

24/02/2022
Samba de Amigo: Party Central chegou ao Nintendo Switch

Samba de Amigo: Party Central chegou ao Nintendo Switch

01/09/2023
[Game] Análise – Star Wars Outlaws

[Game] Análise – Star Wars Outlaws

06/09/2024
Entrevista: Conheça mais sobre a streamer Leticia Shirakiin

Entrevista: Conheça mais sobre a streamer Leticia Shirakiin

29/05/2017
Uma mesa que vai deixá-lo de queixo caído

Uma mesa que vai deixá-lo de queixo caído

2
ADOLF – O mangá brilhante de Osamu Tezuka

ADOLF – O mangá brilhante de Osamu Tezuka

8
Sony revela: PlayStation 3 será fabricado no Brasil

Sony revela: PlayStation 3 será fabricado no Brasil

2
youPIX Festival São Paulo 2013

youPIX Festival São Paulo 2013

0
[Série] Crítica – Himitsu Sentai Gorenger

[Série] Crítica – Himitsu Sentai Gorenger

05/04/2026
Kickoff da South America League de Rainbow Six começou com dez times brasileiros

Kickoff da South America League de Rainbow Six começou com dez times brasileiros

01/04/2026
Warframe recebe versão aprimorada para o Nintendo Switch 2

Warframe recebe versão aprimorada para o Nintendo Switch 2

30/03/2026
[Game] Análise – Crimson Desert

[Game] Análise – Crimson Desert

30/03/2026

Recomendado

[Série] Crítica – Himitsu Sentai Gorenger

[Série] Crítica – Himitsu Sentai Gorenger

05/04/2026
Kickoff da South America League de Rainbow Six começou com dez times brasileiros

Kickoff da South America League de Rainbow Six começou com dez times brasileiros

01/04/2026
Warframe recebe versão aprimorada para o Nintendo Switch 2

Warframe recebe versão aprimorada para o Nintendo Switch 2

30/03/2026
[Game] Análise – Crimson Desert

[Game] Análise – Crimson Desert

SOBRE NÓS

É um site de cultura e entretenimento formado por amigos de longa data. Inauguramos em fevereiro de 2012, com o objetivo de desenvolver um conteúdo divertido e informativo. Nossa intenção é usar este espaço como um laboratório de ideias. Não deixe de enviar sua crítica ou sugestão, por que levamos muito a sério sua opinião. Juntos somos mais fortes! Desejamos que tenha uma ótima experiência e que goste do site assim como nós.

Clique aqui para conhecer a equipe

ÚLTIMOS COMENTÁRIOS

  • Carlos Gamer em O fangame “Castlevania: The Lecarde Chronicles 2” já está disponível para download gratuitamente!
  • Leandro the hedgehog em Saiba tudo o que rolou no Sonic Central!
  • Fred em Saiba tudo o que rolou no Sonic Central!
  • caio em Biomotor Unitron chega ao Nintendo Switch
  • paula em Positivo apresenta telas IPS full HD para ampliar a imersão em PCs
  • bruno a em [Game] Análise – The King of Fighters XV
  • PEIXOTO em Torneio New Capenna Championship de Magic: The Gathering (MTG) começou hoje!
  • Kersck224 em Jogo Grátis – Sonic Boll 1.9 lançou! Baixe agora!

PARCEIROS

  • Política de Privacidade
  • Media Kit
  • Contato

Copyright © 2022 88Milhas. Todos os direitos reservados. Design by Figaro Design.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Sem Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Home
  • Games
  • Filmes
  • Doramas
  • Podcast
  • Contato
    • E-mail
    • Media Kit
    • Equipe

Copyright © 2022 88Milhas. Todos os direitos reservados. Design by Figaro Design.