No dia 22 de janeiro de 2026 chega aos cinemas brasileiros o filme coreano “A Única Saída“, do diretor Park Chang-wook. A distribuição é uma parceria entra a MUBI e a Mares Filmes. Fomos convidados a conferir o filme antecipadamente. Confira a crítica!
Sinopse
Man-su, especialista em fabricação de papel com 25 anos de experiência, leva uma vida tão plena que pode dizer a si mesmo, com convicção: “Tenho tudo o que preciso”. Ao lado da esposa Miri, dos dois filhos e de seus cães, vive dias felizes, até ser surpreendido pela notícia de que foi demitido. O choque é devastador, mas, ainda assim, Man-su promete a si mesmo que encontrará um novo emprego em três meses pelo bem da família. Porém, a realidade se revela bem mais complicada. Apesar da determinação, ele passa mais de um ano pulando de entrevista em entrevista e se sustentando com um trabalho no comércio. Em pouco tempo, começa a correr o risco de perder a casa pela qual tanto lutou. No desespero, aparece de surpresa na Moon Paper para entregar seu currículo, mas acaba humilhado pelo gerente de linha Sun-chul. Convencido de que é mais qualificado do que qualquer candidato para trabalhar na empresa, Man-su toma uma decisão drástica: “Se não existe uma vaga para mim, vou ter que criá-la”. Adaptação do livro “O Corte”, de Donald E. Westlake.
Crítica
A construção do filme é bem diferente do que os ocidentais estão acostumados. Para quem não acompanha produções coreanas, como o cinema ou os k-dramas, essa pode ser uma experiência inesperada.
De início, temos algumas cenas da família de Man-su vivendo feliz em sua espaçosa casa distante da cidade grande. A partir do momento que a desgraça acontece, não dá mais para saber onde a história vai dar. Fica difícil tentar adivinhar qual vai ser o desfecho de tudo. Isso torna o filme interessante e instigante.

Mais de uma vez é utilizado o recurso de mostrar uma cena pela metade, então mais para a frente um flashback surge para completar essa cena, e a partir disso, o rumo do filme muda. Não sei qual o motivo para isso, talvez seja para capturar a atenção do espectador, impedir que alguém descubra os segredos do roteiro, ou apenas trazer boas reviravoltas para a trama.
Os personagens do filme são bastante interessantes. Man-su e Miri realmente parecem um casal de muitos anos. Eles confiam um no outro, tem suas discussões e se ajudam quando a situação aperta. Já os filhos deles não têm tanto destaque, mas eles influenciam de alguma forma nos acontecimentos.
O elenco em geral é composto de vários atores e atrizes famosos da Coreia do Sul. Isso vale até mesmo para as pequenas participações especiais.

Man-su é um personagem teimoso, determinado e inteligente. Porém, ele não tem muita destreza para certas ações. Vemos isso principalmente quando ele resolve eliminar os candidatos que poderiam tirar sua chance de conseguir um novo emprego.
É muito fácil para o espectador ficar na dúvida. Ele sabe sobre os dramas que Man-su está vivendo e também que ele tomou decisões questionáveis. É certo torcer para o protagonista se dar bem no final? Essa é uma dúvida que permanece por todo o filme.
Fora isso, o filme foca muito em comédia. É aquele humor típico dos filmes coreanos, que às vezes gera momentos meio surreais, como a cena onde há uma disputa por uma arma de fogo. Tudo fica bem exagerado, enquanto toca de fundo uma música alegre bem alta, que destoa bastante da situação.
Falando em trilha, em geral, temos músicas pop antigas que parecem evocar o passado dos protagonistas. Escuto muito músicas do tipo em k-dramas que se passam nos anos 60, 70, ou 80…

Não posso deixar de citar uma cena de outro casal que se passa no passado, da época que eles eram bem jovens. Foi aplicado uma maquiagem digital nos atores muito convincente.
Algumas propagandas e pôsteres dizem que o filme tem mortes cruéis e bastante gráficas. No entanto, não é bem assim que acontece. Você não verá sanguinolência, nem pedaços de corpos esparramados pela tela. No máximo, temos um sangue escorrendo aqui e ali. De qualquer forma, não significa que mortes não acontecem.
Mesmo que segredos sejam revelados aos poucos, tem certas ações de alguns personagens que ainda deixam a gente na dúvida. Será que eles fizeram aquilo mesmo? Será que eles confiaram em alguém? Ao menos o final é conclusivo e não ficamos nos perguntando o que acontece com Man-su e sua família.
E como eu comentei anteriormente, esse filme pode surpreender quem não está acostumado com o cinema coreano. Sua estrutura é divertida e pode gerar curiosidade em quem assiste. Não é à toa que ele recebeu vários prêmios e três indicações para o Globo de Ouro.
A ÚNICA SAÍDA
- Coreia do Sul | 2025 | 139 min. | Comédia – Drama | 16 anos
- Título Original: The Other Choice | Eojjeolsuga eobsda
- Direção: Park Chan-wook
- Roteiro: Park Chan-wook, Lee Kyoung-mi, Jahye Lee
- Elenco: Lee Byung-hun, Son Ye-jin, Park Hee-soon, Lee Sung-min, Yeom Hye-ran, Cha Seung-won, Oh Dal-su
- Distribuição: Mubi | Mares Filmes
“A Única Saida” estreia dia 22 de janeiro somente nos cinemas.
ANÁLISE
A Única Saída
Uma comédia com humor ácido mostra um pai de família indo às últimas consequências para conseguir um novo emprego
PRÓS
- Personagens divertidos
- Trama imprevisível
CONTRAS
- Algumas pontas pequenas permancem soltas mesmo após o final
![[Filme] Crítica – A Única Saída](https://i0.wp.com/www.88milhas.com.br/wp-content/uploads/2026/01/88milhas_UnicaSaida06.jpg?resize=1140%2C510&ssl=1)

![[Game] Análise – Far Cry 6](https://i0.wp.com/www.88milhas.com.br/wp-content/uploads/2021/12/88milhas_FarCry6NW.jpg?fit=1142%2C512&ssl=1)
![[Game] Análise – Gotham Knights](https://i0.wp.com/www.88milhas.com.br/wp-content/uploads/2022/11/88milhas_GothamReview01.jpg?fit=1140%2C510&ssl=1)





![[Filme] Crítica – A Única Saída](https://i0.wp.com/www.88milhas.com.br/wp-content/uploads/2026/01/88milhas_UnicaSaida06.jpg?fit=1140%2C510&ssl=1)











